Transporte público
por Clarice
Parece-me que tem pessoas gastando o tempo que elas não têm. Desde segunda-feira, 27 de julho, a prefeitura de São Paulo mudou as regras dos ônibus fretados:
“A restrição aos ônibus fretados começou a valer nesta segunda-feira e proíbe que esse tipo de veiculo trafegue em uma área de 70 km2 no centro expandido de São Paulo, das 5h às 21h. Segundo a prefeitura, o objetivo da medida é reduzir em 11% a lentidão do trânsito e aumentar a velocidade dos ônibus urbanos.” (Folha online, 27/07/2009)
Eu não consigo entender os rumos que o transporte público brasileiro, paulistano pra ser mais precisa, toma. Todo mundo sabe como é penoso e demorado depender de ônibus, metrô ou trem numa cidade como São Paulo.
Para citar alguns exemplos, falando do metrô:
- São Paulo tem 61,3Km de extensão e outros 20Km estão em obras de expansão (www.metro.sp.gov.br). Ocupa a 43ª posição no ranking mundial.
- Londres tem a maior extensão: 402Km (www.tfl.gov.uk).
- Nova York tem 368Km (www.mta.info), ocupando a 2ª posição
- Paris tem 213Km (www.ratp.fr), ocupando a 8ª posição.
Nem preciso me prolongar nestes números. Além de custar caro (R$2,55 bilhete unitário do metrô), a experiência prática nos mostra como é frágil o nosso sistema de transporte público. Não está na hora de termos o foco na ampliação necessária e urgente do nosso metrô, na eficácia e expansão do serviço de ônibus e também na expansão e adequação dos serviços de trem? (Vale lembrar que hoje também saiu a notícia de que as obras do trem expresso para o aeroporto de Guarulhos foram suspensas pela Justiça.)
Eu, sinceramente, não sei o que está por trás do serviço dos ônibus fretados, quais as irregularidades, mas acredito que há uma grande parcela da população que se beneficia deles, deixando seus carros em casa e, assim, colaboram com o trânsito e com a redução da emissão de gases poluentes. Concordo que os pontos de parada devam ser em locais apropriados para a fluidez do trânsito, para o respeito às residências e aos estabelecimentos. Porém, não podemos nos esquecer dos trabalhadores que precisam chegar de maneira segura ao seu trabalho. Não podemos deixar de pensar que com o aumento da distância da caminhada ponto – escritório, o grande o problema é a segurança e não a preguiça.
O que mais chamou a atenção nos últimos dois dias e meio é que algumas vias já foram liberadas, expondo a fragilidade do projeto e hoje uma notícia impressionante na Folha Online:
por Clarice
Parece-me que tem pessoas gastando o tempo que elas não têm. Desde segunda-feira, 27 de julho, a prefeitura de São Paulo mudou as regras dos ônibus fretados:
“A restrição aos ônibus fretados começou a valer nesta segunda-feira e proíbe que esse tipo de veiculo trafegue em uma área de 70 km2 no centro expandido de São Paulo, das 5h às 21h. Segundo a prefeitura, o objetivo da medida é reduzir em 11% a lentidão do trânsito e aumentar a velocidade dos ônibus urbanos.” (Folha online, 27/07/2009)
Eu não consigo entender os rumos que o transporte público brasileiro, paulistano pra ser mais precisa, toma. Todo mundo sabe como é penoso e demorado depender de ônibus, metrô ou trem numa cidade como São Paulo.
Para citar alguns exemplos, falando do metrô:
- São Paulo tem 61,3Km de extensão e outros 20Km estão em obras de expansão (www.metro.sp.gov.br). Ocupa a 43ª posição no ranking mundial.
- Londres tem a maior extensão: 402Km (www.tfl.gov.uk).
- Nova York tem 368Km (www.mta.info), ocupando a 2ª posição
- Paris tem 213Km (www.ratp.fr), ocupando a 8ª posição.
Nem preciso me prolongar nestes números. Além de custar caro (R$2,55 bilhete unitário do metrô), a experiência prática nos mostra como é frágil o nosso sistema de transporte público. Não está na hora de termos o foco na ampliação necessária e urgente do nosso metrô, na eficácia e expansão do serviço de ônibus e também na expansão e adequação dos serviços de trem? (Vale lembrar que hoje também saiu a notícia de que as obras do trem expresso para o aeroporto de Guarulhos foram suspensas pela Justiça.)
Eu, sinceramente, não sei o que está por trás do serviço dos ônibus fretados, quais as irregularidades, mas acredito que há uma grande parcela da população que se beneficia deles, deixando seus carros em casa e, assim, colaboram com o trânsito e com a redução da emissão de gases poluentes. Concordo que os pontos de parada devam ser em locais apropriados para a fluidez do trânsito, para o respeito às residências e aos estabelecimentos. Porém, não podemos nos esquecer dos trabalhadores que precisam chegar de maneira segura ao seu trabalho. Não podemos deixar de pensar que com o aumento da distância da caminhada ponto – escritório, o grande o problema é a segurança e não a preguiça.
O que mais chamou a atenção nos últimos dois dias e meio é que algumas vias já foram liberadas, expondo a fragilidade do projeto e hoje uma notícia impressionante na Folha Online:
Quem andou por São Paulo nestes dias já viu as novas placas indicando as proibições. Quanto dinheiro já foi gasto sem um planejamento coerente? Por que este tipo de mudança não tem um período de teste ou de adaptação? Até quando vamos viver esta situação tão delicada e frágil do nosso transporte público?
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