quinta-feira, 10 de junho de 2010

Acordo com o Antônio
por Lygia

Com o dia dos namorados chegando é inevitável não surgirem umas perguntinhas pessoais, além do pensamento óbvio: mais um 12 de junho e eu solteira.

É verdade que é só mais um dia nesta condição, que não muda muita coisa, mas é verdade também que rola uma expectativa do que fazer para se divertir, enquanto muitos casais estarão trocando juras apaixonadas e fazendo muitas outras coisas as quais eu prefiro não criar imagens mentais associadas.

Nessa época, o coitado do santo, o seu Antônio, começa a ser ainda mais solicitado e, pior, hostilizado por muitas mulheres que juram que ele é o único culpado pela triste e infeliz solteirice.

Como já diz o ditado: “santo de casa não faz milagre” (sendo assim, não sei quem pode fazer, mas ok), então, para ajudar, achei que era o caso de pensar um pouco no que pode estar acontecendo comigo. E daí, imediatamente uma música simples e boba me veio à cabeça e eu achei que analisá-la podia começar a me dar alguns sinais do porquê da minha situação.
A música é aquela “Por você”, cuja letra (resumida) é mais ou menos assim:

“Por você eu dançaria tango no teto. Eu limpariao os trilhos do metrô. Eu iria a pé do Rio à Salvador..Eu aceitaria a vida como ela é viajaria a prazo pro inferno. Eu tomaria banho gelado no inverno... Por Você! Eu deixaria de beber. Eu ficaria rico num mês. Eu dormiria de meia prá virar burguês... Eu mudaria até o meu nome. Eu viveria em greve de fome. Desejaria todo o dia a mesma mulher..Por Você! Conseguiria até ficar alegre pintaria todo o céu de vermelho eu teria mais herdeiros que um coelho..”

Então, EU não dançaria tango no teto, não posso imaginar como seria fazer isso. Eu não limparia os trilhos do metrô, tenho muito menos para limpar aqui em casa e não faço o serviço direito. Eu jamais iria a pé do Rio à Salvador, já acho difícil ir de carro. Não viajaria a prazo para o inferno, de jeito nenhum. É verdade que eu eu poderia ATÉ aceitar a vida como ela é, mas provavelmente faria isso por mim e não por você. Por você eu também não deixaria de beber, não sou exagerada com a bebida e, de vez em quando, acho ok eu beber um pouco mais, porque posso não ir dirigindo pra casa (tá aí uma coisa que ia ser legal você fazer: dirigir sem ter bebido). Eu só ficaria rica em um mês se tivesse ganho na loteria ou coisa do tipo. A frase do burguês eu não entendi muito bem o que quer dizer, por isso vou pular. Eu definitivamente não mudaria o meu nome. Não mudarei tampouco o meu sobrenome. Jamais viveria em greve de fome, a não ser que tivesse engordado horrores, mas aí, de novo, faria isso em meu benefício próprio e não para o seu. Eu não desejaria todo o dia a mesma mulher, por razões óbvias. Mas, fazendo as devidas alterações de gênero eu sempre me pergunto como deve ser estranho acordar todos os dias ao lado da mesmíssima pessoa. Continuando, por você eu poderia ficar alegre (tá aí uma coisa que eu poderia fazer por você). Eu não pintaria o céu de vermelho e eu também não teria mais herdeiros que um coelho, uma porque não nasci apenas para ficar grávida e depois que nos tempos atuais não dá para sustentar tantos coelhinhos assim.

Resumindo: algo me diz que o santo do Antônio não anda tendo muita vez por aqui. O problema maior é que nesse inverno, especificamente, os meus pés estão congelados e minha cama de casal com espaço sobrando e, pior, muito frio. E aí eu pensei que, talvez, ao invés do escaldapé e de pular de novo para a cama de solteiro (o que seria um retrocesso), eu poderia negociar com o santo... e, quem sabe, de repente, somada à alegria que eu poderia sentir por ele (o dito cujo, no caso), eu também poderia fazer mais, poderia tomar banho gelado no inverno - meu aquecedor quebrou por esses dias, fiz o teste e dá pra suportar.

E aí Antônio? Pode ser? Duas por um? (um bem bonito, carinhoso, honesto, bem-sucedido, engraçado, com valores familiares e espirituais bem nobres, saudável, bom cozinheiro, organizado, atencioso, com habilidades para ser um bom pai, educado...já falei, bonito?, é.....pode gostar de esportes, mas que não acorde muito cedo – tipo, surfar não dá, eu não vou querer acordar de madrugada na praia, pode também ser autônomo e tirar férias em qualquer época do ano, goste de viajar....a-d-o-r-e ir ao supermercado, saiba trocar lâmpadas e pneu....e só!)

Fechado?

Que bom (sempre ouvi dizer que o senhor era legal). Então, estou no aguardo (para esse inverno ainda)! Beijos, Lygia

domingo, 14 de março de 2010

Poucas palavras

por Clarice

O que aconteceu por aqui?

Primeiramente, bem quando se resolve ter um blog, a vida passa a ser resumida em 140 caracteres e qualquer texto mais longo se torna obsoleto...

Mas no fundo, não é que, de repente, não se tem mais tempo para gastar?

Fui...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Telefonia
por Lygia


Eu não sei por que tenho telefone fixo.

Na verdade, na verdade, eu sei sim. A minha mãe acha importante, diz que é bom para o caso de uma emergência (e tenho uma amiga que concorda com ela também). Acho que o celular pode ser mais útil nessas horas...Mas, enfim...

Eu mesma não uso meu telefone fixo. Quem usa mesmo e gosta muito são os operadores de telemarketing, atendentes e afins. Eles adoram discar o meu número....

De vez em quando, bem de vez em quando, eu atendo o telefone de casa. E sempre sei que nessas horas, vou precisar utilizar meu velho arsenal de desculpas. E eu sou ótima nelas: tenho uma patroa whorkaholic que não pára em casa (sai as 6 da manhã e volta as 9 da noite), não posso passar nenhuma informação pelo telefone porque minha patroa tem medo de sequestro, o telefone mudou, não tem ninguém com esse nome e etc....

Eu não sei como tantas pessoas, em tantos lugares diferentes podem ter acesso ao meu telefone pessoal. Acho um absurdo a pessoa ligar na sua casa, no horário que convém a ela, para ocupar o tempo que você não tem para lhe dedicar e ainda para querer te fazer acreditar que você precisa de alguma coisa que você tem certeza absoluta que não quer.

Esses dias eu atendi um coitado que trabalha com telemarketing. Coitado porque ele deve escutar cada coisa das pessoas que eu tenho dó. Ele me ofereceu um seguro pessoal, sei lá do que. Eu disse que não precisava, que minha mãe (isso é verdade) tinha dito que não ia querer dinheiro se eu morresse. Ele muito perspicaz me explicou que não era seguro de vida, era seguro pessoal (sua burra!!!!). Nas palavras dele:

- A senhora pode estar tomando (perceba o gerúndio característico) um café com um amigo, quando, de repente, um louco em um carro desgovernado pode invadir a cafeteria, atingir a senhora e, então, a senhora pode ficar inválida. A senhora terá que se aposentar e como aposentadoria nesse país é muito pequena, a senhora não terá como se sustentar e...

Meu DEUS!!!!!!!!!! Fiquei até com medo de sair de casa naquele dia. Como a pessoa consegue ser tão trágica para te convencer?


Eu, apesar de ter achado que realmente tudo aquilo podia acontecer comigo se eu colocasse o pé para fora de casa, dei risada. Disse para o moço que a história dele era realmente muito boa, mas que não ia precisar do tal seguro mesmo.

Enfim, eu pago a assinatura de um telefone que eu não posso usar direito e para poder atender as pessoas que eu realmente quero atender tive que comprar uma secretária eletrônica para me prevenir dessas ligações. Estou ilhada na minha própria casa.

Se a pessoa ainda me ligasse no final do dia: Dona Lygia, a senhora quer pão francês, peito de peru, queijo, chocolate?? Ou no final do mês: A senhora está precisando de sabonete, papel higiênico, molho de tomate?? Vamos estar enviando o mais rápido possível.

Estaria tudo resolvido: minha mãe ficaria feliz de ter razão, porque o telefone teria mesmo uma função emergencial, eu ia poder aposentar a secretária eletrônica e meus amigos poderiam parar de fazer papel de bobo, gritando com ela para eu poder ser informada de que posso atender o telefone da minha própria casa.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O milagre da criação
por Lygia

Pelo título, parece que eu vou falar de algo divino. Na verdade, eu vou, mas não exatamente sobre o que parece.

É que por esses dias eu estava pensando que a gente precisa ser muito criativo para viver a vida. Em São Paulo então, você precisa ser a criação personificada.

De manhã, você sai para o trabalho e os 20 minutos que você sempre levava para chegar, em um belo dia (no caso, aqui em SP em muitos “belos e não tanto assim” dias), se multiplicam e viram horas. Obviamente choveu ou algum carro quebrou ou teve um acidente às 6 da manhã do outro lado da cidade que parou todo o resto da cidade, durante um dia inteiro. E você, na hora, é claro, fica puto, nervoso, odeia viver aqui. Mas, depois, se tiver sabedoria e vontade de preservar seu estômago de uma úlcera, resolve relaxar, aumentar o som, pedir o jornal que entregam na rua (que serve para distrair o trouxa que vai passar o dia no engarrafamento), falar no celular, checar emails, meditar, respirar, cantar.

Na hora do almoço, se você não tem o privilégio de ir para sua casa comer e se na sua casa não tem alguém que resolva isso por você (e a grande maioria não tem nem um nem outro), você precisará inventar o que vai comer. Parece bobo, né? Mas não é. Todo santo dia, você tem que escolher onde ir, com quem ir, o que está com vontade de comer, se vai pagar muito, pouco, se quer pegar fila....Eu acho que tem que ser bem criativo pra fazer isso todos os dias.

E você passa o dia no trabalho, provavelmente tendo que inventar soluções, resolver problemas, criar programas, produtos e afins. Criando muito.

E daí, chegou a hora de ir embora para casa que NUNCA, imagino eu, seja aquela que você achou que ia ser. É mais tarde e você não jantou e também não fez exercícios e aí precisa inventar rapidamente o que fazer, se vai comer, se vai malhar, se vai dormir.

E se é seu rodízio então, haja criatividade! Três horas não parecem nada, mas no dia do rodízio elas são horas eternas...porque justamente naquele dia você podia ter saído mais cedo, porque teve menos trabalho para fazer. Podia, MAS, não vai, vai precisar criar, inventar o que fazer com o tempo livre - que você não é nada livre para escolher o que fazer com ele.

E aí depois de muitos dias vivendo as coisas semelhantes de trânsito, trabalho, rodízio e afins chega o esperado final de semana. Se não chove, o que não é raro, você que mora em São Paulo, capital, cheia de oportunidades, não precisará fazer nenhum esforço para ser feliz, certo?

Mais ou menos. Você vai precisar ser criativo de novo. Se resolve ir pra praia vai precisar ser muito estrategista para fugir do trânsito (na ida e na volta). Se ficou, vai continuar precisando montar estratégias para ir ao restaurante e conseguir sentar a tempo de não morrer de fome, para ir ao parque e ter onde sentar, para ir ao cinema, teatro e outras atividades culturais, e realmente conseguir entrar.

Criatividade pura, da hora que acorda a hora que vai dormir. Se você não mora em São Paulo não morra de inveja. A gente é criativo mesmo, em bando. Não porque queremos, somos obrigados, para conseguir viver no meio de toda essa falta de criatividade que está virando esse lugar. Criativos por pura falta de opção.

domingo, 13 de setembro de 2009

Crianças e computadores?
por Clarice

A presença de computadores e do mundo virtual na realidade de nossas crianças já é um fato que não pode ser negado por nós. Estas crianças nasceram no século XXI imersos neste ambiente de informações rápidas e ilimitadas.

Muito provavelmente, a grande maioria delas tem acesso a isto nas suas casas, portanto cabem as perguntas: Será que vale a pena também a escola trazer isto para os seus alunos? Ou devemos aproveitar os momentos em sala de aula para outros fins?

Qualquer resposta deve partir de um princípio básico: quando usar. Certamente o uso indiscriminado e sem orientação de computadores para crianças não faz nenhum sentido no ambiente escolar. Agora, se for utilizado como ferramenta pedagógica, com planejamento e objetivos claros, não há porque encará-lo como um vilão.

Há diversos programas adequados para a faixa etária com que trabalhamos, caberia à equipe de professores e coordenação fazer uma seleção do material mais pertinente. Devemos considerar que há um mundo a ser desvendado através da tecnologia que só ela pode nos oferecer e é isto que devemos buscar quando propomos o seu uso em sala de aula.

A tecnologia não deve se sobrepor a outros recursos que são fundamentais ao desenvolvimento das crianças (brincar, conviver, conversar, desenhar, cantar, etc.). Ela deve ser usada naquilo em que ela se diferencia do resto, por exemplo: No desenvolvimento de um tema como “A volta ao mundo”, é de grande utilidade consultar a internet para ver como as crianças de outros países vivem. Além de ser possível usar programas específicos para o aprendizado de idiomas, como mais uma ferramenta lúdica e estimuladora, ou, ainda, no incentivo à entrada ao mundo letrado através da escrita de e-mails, ferramenta tão fundamental na comunicação do nosso século.

Uma proposta pertinente é que haja um computador com acesso à internet disponível para os alunos da Educação Infantil com supervisão dos professores e também para uso dos professores com objetivos pedagógicos de ampliar os horizontes das aulas oferecidas às crianças. Sabendo usufruir dos benefícios que a tecnologia pode trazer para o desenvolvimento das crianças, ela, com certeza, é e deve ser muito bem-vinda à escola.

domingo, 30 de agosto de 2009

Albergue
por Clarice

Viajar é uma das melhores coisas para fazer na vida. Os motivos são muitos, mas um que me fascina especialmente é ver que existe vida em qualquer lugarzinho, por mais pacato, distante ou simples que seja.

Nascida e crescida em São Paulo, sou acostumada a uma vida 24 horas no ar. Tudo a qualquer hora, para qualquer gosto, está à disposição nesta Cida. Esta vida de praticidade “full time” me faz esquecer que é possível viver de uma maneira muito simples.

Neste momento em que escrevo, viajo em um trem cruzando a Escócia rumo à Londres. Chove muito lá fora (ou estão me sacaneando, ou esta região é a mais chuvosa que eu já vi...). Pela janela, vejo pastos com ovelhas, muitas ovelhas! Para quem adora momentos de “comer e não fazer nada”, junte-se às ovelhas. Ah! Mas mesmo com a chuva elas continuam lá, pastando... Também passo por campos de trigo, de vez em quando vejo o mar e algumas poucas casinhas...

Bom, mas o que mais me intrigou nos últimos dias foi o estilo “albergue” de viajar. Não gosto, nunca gostei, mas de repente, lá estou eu enfiada mais uma vez nesta situação. Sabe aquela empolgação de “ai, é só para dormir mesmo...” Juro, não sei como tem gente que ADORA fazer isto. Tá, eu sei que na maior parte das vezes o dinheiro é que manda, mas tem sim um fã clube desse estilo de viajar. Não é possível gostar de dormir em beliche, a menos que você tenha oito anos de idade, ou de dormir com estranhos (não é aquele gato que você conheceu na balada e mesmo assim já é muito estranho) e, o pior, dividir um banheiro com amostras grátis de pelos e fios de cabelo.

Com este cenário quase completo, você resolve dormir depois daquele dia cansativo para se recuperar para o próximo agito. E, então, aquele ser que você não conhece, não convidou e não quer nunca mais ver na vida começa a RONCAR!!! Se o ronco daquele namorado fofo já incomoda, imagina uma gorda estranha roncando e dormindo ao seu lado? Vale lembrar que ela está dormindo e você, não! Daí, você começa a pensar no que fazer para dormir, enfia a cabeça embaixo do travesseiro, faz barulho pra ver se ela se mexe e claro, nestas horas o ipod está quebrado e não dá nem para ouvir música. Sem contar na aflição das horas do relógio estarem passando e menos tempo para dormir...

E no dia seguinte, aquela porca acorda feliz, descansada e pergunta “Did you sleep well?” Ah, não!!! Ela só pode estar sacaneando. Ela sabe que ronca e quer testar minha educação. “Yes, I did. And you?”. Claro, porque eu sou muito educada. E ela responde “Very well, thanks!”

Ódio! Enfim, talvez desta vez eu aprenda que não importa quantas noites, o importante sim é sempre dormir bem. Não tem mais esta de que “é só para dormir”. Dormir é sagrado e ocupa quase um terço do nosso dia...

sábado, 8 de agosto de 2009

Porque pai + mãe é = pais.

A minha homenagem, hoje, é para os dois.

Pode ser que sim
por Lygia

Os meus pais são casados há muitos anos, quase três décadas. São daquela época em que os casais se separavam menos e que se esforçavam mais para ficar juntos (que fique claro, aos separados, que eu não acho que seja apenas uma questão de esforço).

Enfim, eles são do grupo dos opostos que se atraem, do grupo dos iguais que permanecem e fazem, ainda, parte do grupo dos iguais que se atraem e, também, do dos opostos que permanecem.
Explico.

Quando eles se atraíram, pela primeira vez, eram opostos. Minha mãe era extrovertida, social e bem falante, enquanto o meu pai era mais reservado e pouco sociável. Depois de alguns anos, eles se mantiveram ligados, mas daí, já não eram tão diferentes assim: minha mãe já não era tão sociável e nem meu pai tão reservado. Passados outros tantos anos, em que permaneceram juntos e sim, continuaram apaixonados, eles se tornaram mais iguais no que eram diferentes e mais diferentes em coisas que nem apareciam antes.

Hoje meu pai aprendeu a gostar muito de falar, às vezes, até se esquece de parar e minha mãe ficou bem mais tranquila e na dela. Minha mãe odeia sertanejo e meu pai não se importa nenhum pouco de escutar. Meu pai adora livrarias, a minha mãe prefere ir caminhar.

Alguns diriam: Coitados, perderam a identidade. Eu diria que não. Eles construíram uma nova. Com um pouco de um, um pouco de outro e um tanto dos dois. Quando eu ligo pra casa (não moro com eles há bastante tempo) para saber como eles estão, minha mãe sempre responde no plural: Nós estamos bem; nós estamos cansados; nós estamos vendo filme e – a melhor delas – nós estamos doentes. Sim, eles também ficam doentes juntos.

Meus pais são demais. Aprenderem a ser felizes juntos, construíram uma vida, uma família (que já ficou maior) e um Amor.

Muita gente diz que eu sou solteira (repare no verbo SOU, não ESTOU) porque sou muito exigente. É verdade. Sou mesmo.

Mas, dizem que exemplo vem de casa. E da minha casa veio um, quase perfeito. É quase e o melhor: é de verdade.

Por isso, eu acredito... Aconteceu bem pertinho de mim.